A minha felicidade, tantas vezes, se limitou a uma palavra, um gesto, um olhar seu. O meu sorriso, tantas vezes, se condicionou a uma frase, um abraço, uma ligação sua.
Eu gosto tanto e tanto de você que me sinto feliz ao te ver feliz, porém o seu estado já não determina (de jeito nenhum) o meu.
Eu penso tanto e tanto em você que se torna fácil me perder em todas essas cores, que refletem sempre a sua imagem: Forte e fraca; óbvia e confusa; clara e escura. Ah! Esses paradoxos que tanto me afligiram já não causam mais o mesmo efeito.
Eu sinto tanto e tanto a sua falta que seria de total insensibilidade a minha… Querer esconder!
E acho tão irônico ter inibido toda a minha intensidade quando era você todo o tempo, ali, dizendo que deveríamos prestar atenção. É provável que o seu discurso não seja tão coerente quanto acreditei.
Já escrevi milhões de textos que se parecem tanto com este, mas que se distanciam no exato momento em que meu desejo inexorável não é mais que você conheça todos esses sentimentos e pensamentos. Pois, somente agora percebi que para mim, de certa forma e, sinceramente, tanto faz!
Talvez seja reflexo dos sentimentos que você mesmo alimentou aqui dentro, todas as vezes em que virava as costas, somando um imenso vazio. Caso um dia perceba qualquer erro nesse sentido e vier me procurar pode ser que eu me vire em direção a você. Pode ser. Existe também a possibilidade de me virar do lado contrário e não tenho com isso qualquer pretensão de vingança. É só que os contextos mudam.
E a indiferença que me esforcei para exibir se tornou tão espontânea quanto o amor que ainda resta. Eu não sei explicar, mas os meus sentimentos estão paradoxais. E se ainda sinto o meu coração bater, são os meus olhos que já não sentem a mesma vontade de te ver.
Sabe, quando encontro um paradoxo desses gasto tempo e mais tempo tentando entender. Tanto faz se entendo ou não, quando me canso digo que essas coisas são passado e passado é trampolim: serve pra gente saltar pra um presente melhor. Então piso nos paradoxos olhando pro céu.
Por: Colombina em Junho 10, 2009
às 8:53 pm
É Verônica, ao ler seu texto quase imaginei outra pessoa lendo-o pra mim. Se houver uma próxima vez preste mais atenção! muita atenção…
Não temos todo tempo do mundo para cuidar de quem amamos.
A propósito, convido-te a ler o texto que escrevi sobre o que é necessário para viver um grande amor no meu blog e me diga se concorda.
boa sorte!
Por: Adriano Cabral em Junho 12, 2009
às 11:11 pm
Oi!
Seu texto me fez lembrar do trecho final de uma canção do disco em inglês do Renato:
(…)
“How love is rare, life is strange
Nothing lasts, people change ”
Beijo!
Por: Jânio Dias em Junho 13, 2009
às 1:36 am
Como diria Camões:
“Tão contrário de si é o próprio amor^”
Por: Marília em Junho 18, 2009
às 12:01 pm