Na frente do espelho ensaiava sorrisos, que não expressavam felicidade. Apenas sorria, mostrando os dentes que achava bonitos.
Na frente do espelho olhava a íris sem enxergar o negro da alma. O que se passava lá dentro não era de conhecimento público.
Na frente do espelho passava horas sonhando, lembrando momentos que não constavam na memória.
Na frente do espelho se entristecia, fazendo presentes fatos que o aborreciam.
Na frente do espelho era a sua imagem refletida. E sabia que o que os seus olhos diziam era a tradução livre do que o coração vinha tentando dizer, mas ele não estava preparado pra ouvir.
Na frente do espelho tentava sorrir.
Não se mostra os dentes, como se fosse mercadoria a ser examinada por um barganhador qualquer, ainda que ele lhe ofereça felicidade em troca;
Espero que quando sorrir, este seja de dentro pra fora, com alma e coração contidos, sem ensaios, sem mesmices.
Que seja como eu conheço teu sorriso, simples e cativante. Verdadeiro por si só.
beijos querida!
Por: Murilo em maio 31, 2011
às 1:32 pm