Publicado por: Verônica Almeida | dezembro 23, 2011

Recomeços

Chego a conclusão de que o acaso não existe. E que crescer é difícil demais porque, às vezes, dói tanto que parece que não vamos suportar. Por outro lado, crescer me é uma busca constante. E pra isso, muitas vezes, preciso me afastar e tentar entender (até o que não se entende), preciso dos meus amigos pra tentar enxergar com outros olhos os mesmos contextos de outrora. Sei que muitas coisas são inexplicáveis, ainda que pra alguém que se apóia tanto na razão e precisa que cada ponto, cada vírgula dentro de um texto seja justificado.

Aconteceram tantas coisas em minha vida (e imagino que na sua – estamos vivos, afinal!), muitas sensações… Boas, ruins. A vida tenta nos mostrar tanta coisa que não enxergamos em meio às banalidades do dia-a-dia. Conheci mais gente (pra dizer que não estou sozinha), alguns outros lugares (pra dizer que não há limites), um ambiente confortável (pra dizer que toda a luta valeu a pena), me peguei com medo (os nossos fantasmas as vezes se escondem), me vi muito cansada (pra lembrar que minha saúde vale mais do que qualquer coisa),me senti alegre (pra lembrar meus valores e gostos), acompanhei uma tragédia (pra me contar que a vida é efêmera e que todos estamos suscetíveis a mudanças violentas), veio a angustia (pra me lembrar das coisas que estão erradas dentro de mim), a intensidade dos dias, enfim, me contando que o que eu faço deles é de minha responsabilidade e que se há alguém que mereça a plenitude de toda a minha essência, sou eu!

Não que eu tenha descoberto a América com tudo isso. Só acho que o ser humano demora pra aprender até as lições mais fáceis e simples, a gente resiste ao aprendizado, à construção, ao novo, à mudança de valores e passamos a respirar o “clichê”, aquilo que todo mundo diz, mas não sente: O supérfluo.

Nós somos capitães de nossas vidas! E o que aprendemos ou não, depende da nossa escolha. E olhando pra trás, vejo que deixei de aprender algo muito importante, algo que me fez sofrer muito e insisti na mesma dor, recentemente. Refleti novamente muito do que eu achei que já tinha resolvido: As minhas expectativas e as frustrações que fazem morada em meu coração. E agora luto pra expulsá-las, pra me libertar, é uma luta constante, talvez eterna, como disse não é fácil crescer, mas sei que, paulatinamente, me liberto. Recomeço. Porque a vida é um ciclo, onde não definimos início ou fim. E cada um tem seu tempo.

Que saibamos extrair coisas positivas de todo o aprendizado que a vida nos submete, que olhemos pra frente sem esquecer da nossa essência e das coisas que nos fizeram maiores, e que possamos também, a cada dia, preparar  as nossas expectativas para os relacionamentos que certamente virão. Será sinal de que aprendemos algo, de fato.

(E juro que tentei!)


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